quinta-feira, 9 de junho de 2011

Atividade compensatória

video
Parti de das experiementações que já havia desenvolvido, meu ponto de referencia foram pessoas, a corporeidade é inspirada em idosos, que mantem o tronco e a coluna arqueados, entretanto a personagem possui idade indefinida, e a aura de submissão reflete em sua cabeça quase sempre baixa, o texto inspirado na poesia Labirinto retrata o momento onde ela se encontra perdida, para seguir seu caminho ou continuar ainda apegada ao filho que deixou em vida

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vídeo

Link para video da atividade proposta

Video atividade
http://www.youtube.com/watch?v=JP5sTwGhf5s
video


CORPORIEDADE

Já havia feito algumas observações sobre o corpo da personagem, minha pesquisa baseou-se em pessoas, mulheres em sua maioria, com idade avançada, este corpo de mulher idosa é a parte que ditará o corpo da personagem, entretanto a personagem não é idosa, porém tem um corpo cansado, cansado so sofrimento , da própria vida, algo que estou tentando imprimir é uma marca com o pé direito que ela carrega, não sei , observei varias mulheres e uma das caracterisicas comum entre todas é um andar pesado, as vezes um andar que manca... esse aspecto minha personagem trará...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

“As coisas têm vida própria”, apregoava o cigano com áspero sotaque, “tudo é questão de despertar a sua alma.” José Arcadio Buendía, cuja desatada imaginação ia sempre mais longe que o engenho da natureza, e até mesmo além do milagre e da magia..."(Trecho do Livro Cem anos de Solidão)
"O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome, e para mencioná-las era preciso apontá-las com o dedo"
Gabriel Garcia Marquez

domingo, 13 de março de 2011

Dispersão

Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
É com saudades de mim.

Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar.
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...

Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem.

(O Domingo de Paris
Lembra-me o desaparecido
Que sentia comovido
Os Domingos de Paris:

Porque um domingo é família,
É bem-estar, é singeleza,
E os que olham a beleza
Não têm bem-estar nem família).

O pobre moço das ânsias...
Tu, sim, tu eras alguém!
E foi por isso também
Que te abismaste nas ânsias.

A grande ave doirada
Bateu asas para os céus,
Mas fechou-as saciada
Ao ver que ganhava os céus.

Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.

Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que projecto:
Se me olho a um espelho, erro -
Não me acho no que projecto.

Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha, dentro de mim.

Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro, da vida,
A morte da minha alma.

Saudosamente recordo
Uma gentil companheira
Que na minha vida inteira
Eu nunca vi... mas recordo.

A sua boca doirada
E o seu corpo esmaecido,
Em um hálito perdido
Que vem na tarde doirada.

(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que não sonhei!...)

E sinto que a minha morte -
Minha dispersão total -
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital.

Vejo o meu último dia
Pintado em rolos de fumo,
E todo azul-de-agonia
Em sombra e além me sumo.

Ternura feita saudade,
Eu beijo as minhas mãos brancas...
Sou amor e piedade
Em face dessas mãos brancas...

Tristes mãos longas e lindas
Que eram feitas p'ra se dar...
Ninguém mas quis apertar...
Tristes mãos longas e lindas...

Eu tenho pena de mim,
Pobre menino ideal...
Que me faltou afinal?
Um elo? Um rastro?... Ai de mim!...

Desceu-me n'alma o crepúsculo;
Eu fui alguém que passou.
Serei, mas já não me sou;
Não vivo, durmo o crepúsculo.

Álcool dum sono outonal
Me penetrou vagamente
A difundir-me dormente
Em uma bruma outonal.

Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida
Eu sigo-a, mas permaneço...

.......................................
Castelos desmantelados,
Leões alados sem juba...
.......................................


Mário de Sá Carneiro
(1890-1916)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Aprender a olhar... aprender a ver... aprender a enxergar ...
Vivendo ... olhando ... aprendendo ... sendo ...